See you in Boston

First of all, I’ve decided to write this post in English. Not because I feel like it, but mainly because one thing I’ve learned is that Public Relations are global, and so is the English language. That being said, I would like to start off by saying that another semester is ending… Another year. And what a year! 

When this semester started and we were told we had the opportunity to join a global communication project – Globcom – I was just mesmerized. How incredible would it be? To have the opportunity to learn from different people and to know different views and cultures… I want that! (And I always have high hopes!) But it turned out not to be as incredible as I thought: a lot of complications – different time zones, strong personalities and little teamwork. I was starting to feel disappointed and lost throughout this project, presenting work it wasn’t being valued, coming up with ideas that weren’t even considered. And the enthusiasm of going to Abu Dhabi for the symposium was less and less: I didn’t get along with my team and I, definitely, wasn’t proud of my team’s work.

But just by the end something clicked.

What is being a PR professional if not dealing with the circumstances? How many times will I probably have to overcome time, language and personality barriers? And I surely won’t let anyone take me down.

So I went to the symposium… And I had a blast: best-experience-of-my-whole-life! I met my team, we presented our work to the jury and, even though (as I was very aware) we didn’t make it through to the finals, this experience couldn’t have been more rewarding. So much that I’ve learned in so little time! And one thing that was discussed during the symposium, which I find crucial for a PR professional, Globcom has allowed me to do: network. The key word in a PR’s world. Of course I got to know students and lectures from other countries, but it didn’t start with anyone but the exact people I went to the Emirates with: people that go to the same school as I do and that I hadn’t talked to once… Shame on me. I can honestly say they’re great and I’m so glad they were the ones I shared this with. I couldn’t have asked for better. Thank you.

The whole Globcom experience was really great and showed me another side of Public Relations: not something that I didn’t already know theoretically but, this time, I got to experience it. It was the closest I felt to the real world. It gave me the confidence and the strength to keep going and it made all of the stress and the sleepless nights I’ve had to go through in this course worth it. It got me ready.

I can’t put in words everything I’ve learned, but I can say my perspective of the world as a PR as certainly changed. Being a PR is a constant process, because the world is changing and we change with it. We have to keep up: update ourselves and learn has much as we can. Communicate everyday. Build and grow our network everytime.

I will certainly do that. And for everyone I shared the Globcom experience with:

see you in Boston.

Small is better: O que é bom é leve

 

Da Leveza, por Gilles Lipovetsky

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Da Leveza é um livro da autoria de Gilles Lipovetsky – filósofo francês e teórico da hipermodernidade – e que nos fala, exatamente à semelhança do seu título, da leveza.

Fala-nos desse tema de forma profunda e estudada. Fala-nos da leveza aplicada a diferentes contextos e da influência que a mesma tem na nossa vida ou na importância que passámos a dar-lhe de há uns tempos para cá.

Deixo a estrutura do livro, para que melhor se possa entender o fio que o conduz:

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1. Aligeirar a vida: bem-estar, economia e consumo

CAPÍTULO 2. Um novo corpo

CAPÍTULO 3. O micro, o nano e o imaterial

CAPÍTULO 4. Moda e feminilidade

CAPÍTULO 5. Da leveza na arte à leveza da arte

CAPÍTULO 6. Arquitetura e design: uma nova estética da leveza

CAPÍTULO 7. Será que somos cool?

CAPÍTULO 8. Liberdade, igualdade e leveza

“O que é leve dinamiza cada vez mais o nosso mundo material e cultural, invadiu as nossas práticas comuns e remodelou o nosso imaginário. Era admirado apenas no domínio da arte e tornou-se um valor, um ideal, um imperativo em inúmeras esferas: objetos, corpos, desporto, alimentação arquitetura, design.”

O que o autor tenta enfatizar é a forma como o leve se tranformou num culto. Só o que é leve é bom; a nossa ambição é o cada vez mais leve. Quanto mais leve melhor. Assim, Lipovetsky relaciona a leveza à hipermodernidade – o momento atual da sociedade humana. No entanto, apesar de se falar em hipermodernidade, não se pense que a leveza é um conceito novo: o autor leva-nos a viajar no tempo, factuando a presença da leveza há séculos atrás, personificada em Buda (que levitou) e em Cristo (que andou sobre a água) ou exemplicando a sua existência na China e na Grécia Antigas.

Ao avançarmos no livro, percebemos o ponto, para mim, crucial da leveza como modo de vida: o seu contra-senso. O autor vincula claramente a existência de uma contrariedade entre aquele que é o objetivo da leveza e os meios para atingir esse fim: ambicionamos a leveza através da despreocupação, do light, do saudável, da saúde mental. No entanto, somos expostos a uma preocupação desmedida para que possamos aí chegar. Esta é uma contradição que pode ser facilmente empregue aquando da leveza aplicada ao corpo: a magreza como ideial – mas se falarmos dos sacrifícios que têm de ser feitos para concretizar esse objetivo, o príncipio da leveza é automaticamente posto em causa.

No fundo, aquilo que Gilles faz é apresentar o conceito de leveza e explicá-lo nas suas variadas formas, de modo a que o leitor entenda os benefícios deste culto, ao mesmo tempo que ganha noção, citando, “dos seus efeitos perversos e nocivos”.

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Ao ler o livro fiquei um bocadinho desapontada. Assim que entendi aquilo que tratava, fiquei super entusiasmada: sempre adorei ouvir filosofar sobre a vida. Mas à medida que fui avançando nas páginas, pensava para mim “sim, já entendi o que é a leveza”, pelo que achei que o autor acabou por ser um pouco repetitivo no próprio uso da palavra leveza, assim como na sua explicação. Outra crítica que lhe teço é a forma como foi escrito: sendo este um livro que já não aborda uma temática propriamente fácil de entender, creio que a sua escrita complicou ainda mais esse processo, exigingo ao leitor algum domínio lexical.

Apesar destes pormenores, não posso deixar de aconselhar o Da Leveza a qualquer um que tenha interesse em explorar a sociedade hipermoderna e em entender um pouco mais sobre a mente humana e sobre o papel da leveza nos dias que correm.

O Pai Natal existe mesmo?

Sei que não estamos sequer perto do Natal, nem para aí virados, que ainda agora nos livrámos do frio e estamos todos desejosos de acabar o semestre (no meu caso) e aproveitar o sol e a despreocupação que só o verão nos proporciona!

Contudo, é mesmo do Pai Natal que vamos falar – O Pai Natal existe mesmo?

De certo que, se estamos a falar dele, é porque, pelo menos em conceito, ele existe. E, naturalmente, um criança não hesitará em responder que sim: o Pai Natal existe! No entanto… Até que ponto podemos questionar esta temática? O que é que o existir pressupõe? Será que existe… Ou não? E se sim, quem é este tão icónico senhor de barbas brancas?

A figura do Pai Natal existe desde há muito! A sua história remonta ao século XII e a lenda que todos conhecemos acaba por ser uma junção de várias personagens e tradições que, eventualmente, chegaram àquele senhor que hoje conhecemos: um homem de idade, barrigudo e de barbas brancas, vestido de vermelho.

Clica aqui se quiseres saber mais sobre a história do Pai Natal.

 

O Natal tem por base fundamentos religiosos e o Pai Natal não faz parte desta festa – ou não fazia! Tanto que, quando se ouve a expressão “Pai Natal” a associação imediata é com a Coca-Cola: este senhor é embaixador da marca desde 1920, ano em que apareceu num anúncio da mesma, no The Saturday Evening Post, por Thomas Nast – mais tarde, nasceu a imagem do Pai Natal como a conhecemos hoje, por  Haddon Sundblom.

Fazem já 96 anos desde o primeiro anúncio da Coca-Cola com o Pai Natal: então, o Pai Natal afinal existe?

A Coca-Cola foi a grande responsável pela solidificação da imagem do avozinho que distribui prendas… Uma ideia genial, que se traduziu na potencialização da marca, mas que tornou marca também o Pai Natal. E é aqui que a resposta começa a dar de sim… O Pai Natal existe. Mas essa nunca foi a pergunta crucial, e sim: Quem é o Pai Natal? E posso dizer-vos que o Pai Natal não é, na realidade, apesar de o ser figuradamente, quem nos deixa as prendas no sapatinho. Preparem-se para a desilusão das vossas vidas:

O Pai Natal é uma marca.

E não só é uma marca, como é das marcas mais valiosas do mundo, diz a Brand Finance.

O Pai Natal é associado ao Natal há séculos, tendo, ao longo do tempo, construído um património indescritível. Sabemos que é a Coca-Cola quem detém o primeiro lugar no que toca aos anúncios natalícios, mas a partir desta, muitas foram as organizações que tomaram proveito do ideal do Pai Natal e o adaptaram às suas necessidades e objetivos.

“O Pai Natal é a galinha dos ovos de ouro (ou deveria ser vermelho e branco) no que toca a branding. Reconhecido em todo o mundo, as marcas têm feito um trabalho meticuloso para gerir a sua imagem e construir o seu perfil de modo a mantê-lo relevante para as gerações seguintes”.

David Haigh, Brand Finance CEO

 

pois, café #2

Na semana passada falei-vos do pois, café. Um sítio cheio de pinta e de identidade, entre a Sé de Lisboa e o Coração de Alfama. Com características cativantes, a única coisa que deixou mesmo a desenhar foi a sua comunicação: pude perceber que está pouco presente nos social media e que, existindo em alguns, não há nenhum que esteja particularmente desenvolvido ou que seja atualizado.

No seguimento da falta de comunicação deste espaço para com o público, decidi falar-vos daquele que é o mais importante meio de comunicação online e que é imprescindível para qualquer empresa/pessoa que deseja ter o mínimo de notoriedade: o website – sendo que há deles institucionais, comerciais, de entretenimento e pessoais: estes são os quatro principais usos desta ferramenta.

Há certas caraterísticas que um website deve seguir para garantir a sua boa funcionalidade e eficiência. Assim, para facilitar a compreensão destas num nível prático, irei avaliar através destas o website do pois, café.

Primeiras Impressões

A primeira impressão que temos de um website quando acedemos a este é aquela que, como em qualquer relação pessoal, vai ter um maior impacto. Por isso, há certas condições que devemos ter em conta, como por exemplo O URL é intuitivo? O produto/serviço em questão é facilmente identificável? Cria o sentimento de querer saber mais?

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Este é o website do pois, café. Não podemos dizer que a primeira impressão que temos deste espaço seja má. O URL é claramente óbvio e facilmente memorizado, a fotografia é apelativa e agradável e, ainda que não diretamente, conduz-nos ao serviço que oferece através dos guardanapos e dos temperos que estão em cima da mesa. Eu, olhando à primeira vista para este website, vou quer, de certo, saber mais acerca desde sítio!

Navegação

A nível de navegação, esperamos que o website ao qual estamos a aceder seja de fácil perceção e que consigamos entrar a informação deseja sem grandes problemas. A este nível prendem-se questões como Tem uma navegação intuitiva? É fácil voltar ao homepage? Tem motor interno de pesquisa?

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No que diz respeito à forma de navegação no website do pois, café, conseguimos perceber sem dificuldade onde se encontra o quê e conseguimos, uma vez noutra página, voltar à homepage de forma fácil. Apesar disso, a navegação acaba por ser simples por haver também pouca informação e poucas páginas disponíveis. No entanto, aquilo que existe, está bem idealizado.

Design

O design tem que ver com a apresentação e o aspeto do website e, neste caso, as perguntas a fazer são  O site é agradável visualmente? O site é moderno e adequado? As imagens, cores e tipo de letra são adequados?

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Conteúdo

Relativamente ao conteúdo, o website do pois, café não é muito alargado, isto é, a informação que oferece não é muito vasta. Assim, como já pudemos ver em imagens acima, este website dispõe apenas de três categorias de informação: a (1) ementa, na qual podemos ver a ementa geral, o brunch e o menu do dia e resptivos preços; a (2) galeria, na qual não encontramos fotografias do espaço em si e do espaço circundante; e os (3) contactos, onde podemos ter acesso a contactos, horários e reservas.

Apesar de cobrir pouca informação, esta é objetiva e factual, sendo que não deixa muita margem para dúvidas, fazendo com que quem lê fique esclarecido relativamente aos assuntos que aborda. Estes conteúdos são somente textuais e estão disponíveis tanto em Português como em Inglês, o que transmite uma ideia de global.

No fundo, o website é chamativo, mas peca pela falta de informação, uma vez que apela o cliente a querer saber mais e não cumpre essa necessidade que cria de saber mais sobre.

Pontos de Atração

http://www.poiscafe.com é o tipo de site que teve um bom início, mas que não foi desenvolvido. Tem uma boa linha de ideia, mas, mais precisamente em relação a pontos de atração, não tem nenhum. É um site que tem aquela informação e não há mais nada depois disso. Poderia cativar mais as pessoas ao adicionar passatempos ou ao divulgar possíveis promoções – são este tipo de manobras que faz o cliente voltar ao website ou seguir, neste caso o pois, café, mais afincadamente.

Continuação do Contacto

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A nível de continuação de contacto, a empresa disponibiliza somente a morada, o contacto telefónico e o mail.

Compatibilidade

A compatibilidade com o telemóvel é ótima e o tempo de carregamento não é demorado. A versão para telemóvel tem, até, mais informação do que a versão para computador. Neste sentido, é ótimo a adição de informação, mas é um erro crasso que essa mesma informação não esteja disponível no formato original.

 

 

Depois desta review do website do pois, café sabemos que este é um espaço sóbrio e de linhas claras, mas que, no entanto, tem falta de profundidade. É, assim, uma ferramenta com bom potencial, mas que precisa de ser desenvolvida.

pois, café

Esta segunda-feira foi dia de feriado nacional – o tão importante 25 de Abril – e foi também dia de S. Pedro nos presentear com um sol maravilhoso e uns 25ºC incríveis! Com o tempo miserável que temos tido, não hesitei em sair de casa e ir conhecer um bocadinho mais da nossa bela Lisboa.

Foi então que um café pelo qual passei me chamou, particularmente, a atenção – o café pois, café. Cativou-me pelo ambiente que me transmitiu de início, quando olhei pela janela, e também pela zona onde o encontrei. Situa-se numa rua paralela à Sé, no limiar entre Alfama e Lisboa propriamente dita, na Rua de São João da Praça. É, pessoalmente, uma localização de privilégio para nós, portugueses, porque, apesar de se situar entre dois sítios de cariz turístico, não se situa numa rua propriamente movimentada e não é um espaço que, como muitos em Lisboa, se encha de turistas e movimento excessivo.

Decidi, então, entrar no café e cuscar mais um bocadinho do espaço: quis saber tudo. Entrei e o meu primeiro pensamento foi instantâneo: quão acolhedor! É um espaço cheio e, por isso, transmite conforto e proteção… Cheio de livros, jornais, revistas. Tem mesas e cadeiras, mas também tem sofás e almofadas e nenhuma peça é igual à outra. As paredes são rústicas e, no fundo, toda a decoração lembra um espaço de convívio, mas muito calmo e sereno. É, por isso, um espaço que agrada facilmente a diferentes faixas etárias.

Quando entrei, reparei que é um espaço que muitos utilizam como área de estudo – havia bastantes jovens sentados às mesas, envoltos de livros e computadores. Mas havia também daqueles que aproveitavam para descontrair, relaxar e ler um livro. Na onda do relaxe e de descansar um bocadinho de toda a caminhada que já havia feito ao longo do dia, escolhi sentar-me num sofá – amor à primeira vista! Super confortável, com almofadas, uma mesa, um candeeiro e inúmeros livros. O que não foi amor à primeira vista foi o preçário… Os preços não são nada por demais, mas podiam ser um bocadinho mais contidos. Como tal, acabei por consumir apenas um café. Todos sabemos que entrar num café, sentar durante meia hora e pedir apenas um café é algo um bocadinho condenável, especialmente por parte dos empregados… No entanto, do serviço não me posso queixar. O staff não é composto pelas pessoas mais simpáticas e atenciosas do mundo, mas são cordeais e sempre bem-educados, que, para mim, é o mais importante.

O pois, café é conhecido não só pelo ambiente que providencia, mas muito em parte pelos seus brunchs – uma refeição que está cada vez mais in e que vai conquistando o mercado. Não tive oportunidade de provar nenhum, mas a atriz Jéssica Athayde já mostrou ser fã, tendo feito uma pequena review dos mesmos no seu blog pessoal – Jessy James.

“Como sabem, eu adoro brunch, estou sempre à procura do melhor! (…) Pedi o brunch do dia e digo-vos: foi óptimo! Vou com certeza repetir, e… rapidamente!!”

(Lê tudo em: http://jessyjames.pt/pois-cafe/)

Em relação à comunicação, o pois, café tem um Website e uma conta de Twitter (não atualizada desde Fevereiro de 2016), sendo que há também uma página de Facebook, no entanto, não oficial. O site – http://www.poiscafe.com – é composto apenas pela apresentação do menu, uma galeria de fotografias do espaço e da zona envolvente e por uma área de contactos. Este parece-me o típico sítio que, pela sua individualidade, consegue que haja muita comunicação feita através do passa-a-palavra, do amigo que disse ao amigo e que levou a namorada, que voltou lá com a melhor amiga. Porque é, de facto, um sítio único e cheio de personalidade, que é facilmente comentado como tópico de conversa. A própria decoração do espaço é também um ponto extra na sua comunicação, aliciando muitos dos que vão frequentando o espaço a fotografá-lo e a partilharem as suas fotos no Instagram juntamente com a hashtag #poiscafe ou com a própria localização do espaço, o que acaba por ser uma boa forma de divulgação.

Eu hei-de, definitivamente, lá voltar. Seja para uma tarde agradável de estudo, um cappuccino e um bom livro, ou para provar os famosos brunchs!

 

PRStack: Mail Chimp

O PRStack é um conjunto extremamente útil para as Relações Públicas, onde podemos encontrar as mais variadas funcionalidades.

Dentro destas, está o

mailchimp.

Esta é uma aplicação que, como o nome indica, está ligada à personalização de e-mails, no sentido de dar a cada subscritor/cliente toda a informação que necessita. Desta forma, a organização pode mais facilmente criar ligação com o seu público e envolver-se com este.

O Mail Chimp é uma forma de marketing muitas vezes desvalorizada. Apesar disso, esta plataforma pretende provar o contrário e ensinar-nos o proveito que podemos tirar do uso do e-mail – de graça!

Há 3 tarefas base no marketing por e-mail, nas quais o Mail Chimp se baseou:

1.Gerir listas de subscritores

Estas listas podem ser tão simples ou tão complicadas quanto o utilizador desejar, e podem ser exportadas e importadas diretamente para o Mail Chimp.

2.Construir campanhas de e-mails

As campanhas devem ter em conta os RSS feeds – desta forma há informação que pode ser diretamente extraída do site da organização, havendo também a possibilidade escolhermos a frequência com que os e-mails são enviados – e o  manual by design – o design depende do conteúdo do e-mail, sendo que através do Mail Chimp conseguimos escolher templates de acordo com a campanha.

3.Monitorizar atividade

A monitorização de atividade através do Mail Chimp facilita a avaliação da campanha. Assim, esta facilidade gera relatórios acerca das campanhas enviadas e detalha informação como quem clicou em que links e avalia campanhas, listas e subscritores.

Para além do próprio site – http://mailchimp.com/ – esta funcionalidade está também disponível como plugin e widget para o wordpress, o que significa que as pessoas podem inscrever-se diretamente através do site.

 

O MailChimp é, assim, considerado uma forma simples e facilitadora de comunicação organização-público, que pode ser potencializada através desta aplicação – uma das muitas do PRStack, que podes ver em http://www.prstack.co

Estratégia: o meu quadrado invisível

Hoje falamos de objetivos e, falando de objetivos, falamos também de estratégia – o meio para atingir o fim. E, no fundo, falamos de estratégia como uma subtração: a subtração de ideias. O que é que “subtrair ideias” significa num contexto de estratégia?

Quando queremos algo, criamos um objetivo, alcançável através de diversas formas. Assim, traçamos diferentes hipóteses de procedimento, sendo que, dentro daquela que é a nossa estratégia – o quadro mental relativo à forma como vamos proceder – a ideia é que se vão excluindo hipóteses até chegarmos àquela que é a mais viável, de acordo com o plano estratégico em questão.

No desenvolver desta ideia, há outro conceito a considerar: táticas. O que são? De uma forma geral, as táticas são a prática da estratégia, ou seja, a ação. São a parte palpável daquilo que é o meu quadrado invisível: a estratégia – o caráter invisível da estratégia permite que esta seja única e individual e que ninguém tome conhecimento dela, a não ser através da sua aplicação prática, ou seja, da sua tradução em ações. E é esta a ideia crucial da estratégia… A ideia de que a estratégia define o caminho a seguir e de que passar este passo à frente em prol das aplicação de táticas é uma atitude inconsciente e o espelho de que “a pressa é inimiga da perfeição”.

“Todos os Homens podem ver as táticas pelas quais eu conquisto, mas o que ninguém consegue ver é a estratégia a partir da qual as grandes vitórias são obtidas.” – A Arte da Guerra

A chave essencial no planeamento estratégico diz respeito ao valor acrescentado e ao que nos distingue de tudo o resto: em que é que somos diferentes? Porque é que somos melhores? Neste seguimento, Porter fala em:

  • valor criado a partir da diferença
  • reconhecimento público
  • enquadramento
  • coerência e continuidade

É através desta ordem de ideias que Porter define o sucesso estratégico.

Para um melhor entendimento acerca de estratégia, o Canvas Business Model é uma ferramenta a ter em conta, sendo que esta distingue: Key Partners, Key Activities, Key Resources, Value Proposition, Channels e Publics. Foi, inicialmente, criada para o uso da Gestão, mas, mais tarde, adaptada aos profissionais de comunicação, de modo a facilitar o seu entendimento relativo à viabilidade do plano estratégico.

 

Know your enemy

Nome: Carolina Beatriz Ângelo
Nascida a: 16-04-1878
Natural de: Guarda

Faleceu a 3 de outubro de 1911 e connosco deixa o seu legado: a primeira mulher a exercer o direito ao voto em Portugal.

Como feminista, orgulho-me de poder dizer que também eu nasci a 16-04.

Facto: não podemos ir ao combate sem conhecer o inimigo, sem lhe conhecermos as fraquezas. E a história de Carolina Beatriz Ângelo ilustra precisamente isso: é um must-know daquela que é a evolução do estatuto da mulher e do caminho até à igualdade de direitos.

Carolina, para além da primeira mulher a exercer o direito ao voto, foi também a primeira cirurgiã do país. Uma mulher de armas, defensora dos direitos das mulheres e que fez mais do que falar e reclamar igualdade: investigou. E foi aí que marcou a diferença! Soube ver onde procurar, estudou o que precisava e encontrou a brecha que lhe possibilitou alcançar a vitória: têm direito ao voto todos os “cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”. Pressupunha a lei que chefes de família fossem homens… Carolina era viúva.

Viúva, com uma filha, mais de 21 anos e instruída – e assim, reclamou a sua inclusão no recenseamento eleitoral. Não venceu de imediato, mas não baixou os braços a uma causa onde acreditava deter a razão. Assim, apresentou recurso em tribunal, enfatizando o facto de a lei não excluir diretamente as mulheres.

A 28 de abril de 1911, a setença ditava que

“excluir a mulher (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano. (…) Onde a lei não distingue, não pode o julgador distinguir (…) e mando que a reclamante seja incluída no recenseamento eleitora”.

E passado um mês, Carolina Beatriz Ângelo exerceu o seu direito ao voto e tornou-se um role model incontestável.

“The general who wins the battle makes many calculations in his temple before the battle is fought. The general who loses makes but few calculations beforehand.” – Sun Tzu, A Arte da Guerra

Depois deste marco na história e havendo ainda um longo caminho a percorrer em direção à igualdade de géneros, a lei foi retificada e passaram a ser “eleitores de cargos legislativos os cidadãos portugueses do sexo masculino, maiores de 21 anos ou que completem essa idade até ao termo das operações de recenseamento, que estejam no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos, saibam ler e escrever português, e residam no território da República Portuguesa”.

Mas, apesar disso, a inteligência e bravura de Carolina jamais podem ser contestadas, assim como o marco que deixou na história.

 

Somos todos pedreiros, mas nem todos engenheiros

O ser humano é um ser cheio de necessidades e desejos, que ambiciona tudo e que quer resultados agora. Somos assim, por norma: impacientes. E é bom que assim seja e que alienemos a essa impaciência um qb de noção e inovação, porque é daí que nasce tudo o que é novo e é assim que permitimos que o mundo seja uma constante adaptação daquilo que quem vive nele quer.

Somos nós que fazemos o mundo: somos todos pedreiros, mas nem todos engenheiros – todos nós temos algo a dizer.

A comunicação tem-se vindo a desenvolver a uma escala incrível- é um facto. Basta compararmos a invenção da escrita e aqueles tempos em que tudo era escrito à mão e em que, aliás, a transcrição era uma profissão, com os nossos dias: fomos moldando a comunicação ao nosso jeito, àquilo que são as nossas conveniências.

I think there is a hunger for this kind of in the moment excitment: it connects them to events, it connects them to people – instantly! – Patrick Stewart

As necessidades de hoje prendem-se, inevitavelmente, com o nascimento exponencial e com a repercussão dos social media no quotidiano. E é brutal o uso que é feito destes meios, com especial ênfase no uso organizacional.

Qualquer marca que se prese, qualquer organização que queira ter algum impacto no mundo tem perfil online: um sítio em que todos possam aceder worldwide para saber mais sobre ou para contactar com. O twitter (claro, em paralelo com outros social media) tem, definitivamente, um papel muito importante em toda esta comunicação e nas relações com o outro. No fundo, passou de uma rede social que servia como diário virtual de qualquer adolescente (eu, inclusive), para ser um fórum de debate de assuntos correntes, o que possibilitou e impulsionou esta fome pelo live: comentar e discutir o que está acontecer agora, neste preciso momento.

Chegámos a um ponto em que é crucial considerarmos o público como parte da organização, porque é cada um de nós, consumidores, que vai dar feedback, que vai criar uma #hashtag pronta a tornar-se viral. Nós, consumidores, temos, hoje em dia, um papel gigante no rumo de cada organização e no seu sucesso. São eles, como engenheiros, que ditam quem são, mas somos nós, como pedreiros, que ajudamos a criar reputação favorável ou a destruí-la por completo… É um processo lado-a-lado, que visa uma monitorização constante e cuja importância é imensurável.

Is this social media or just a me media?

No desafio desta semana foi-nos colocada uma pergunta que dá que pensar: is this social media or just a me media?

Eu, neste blog: sou informação para os outros ou sou um mero entretenimento para mim própria? Eu no meu Instagram, no meu Snapchat, no meu isto e aquilo e em todas as redes sociais: qual é o meu papel?

Na sequência desta pergunta, imediatamente pensei: “this is social media”, claro. E no segundo exatamente seguinte pensei “oh wait, this is, actually, a me media”. E dei por mim, no segundo depois a questionar os meus próprios pensamentos.

Chego à conclusão de que, os social media serão tanto social como me… Variando de social media para social media e da utilização que lhes damos.

Eu, pessoalmente, sou “agarrada” a social media. Não porque tenha algo a partilhar com o mundo especificamente, mas para (dizendo as coisas como elas são) passar o tempo. São o meu primeiro contacto com o mundo: o despertador toca e eu antes de abrir os olhos já estou a fazer scroll no feed do Facebook… Atualizo o e-mail, depois passo para o Instagram e acabo a ronda a tirar o snap usual, que dita “7h: não me quero levantar”.

Acho que aquilo que confere a cada social media a vertente social ou me passa muito pela forma como é usada: posso utilizar o meu Instagram como forma de partilhar com os outros as minhas fotos e as minhas perspetivas e não como forma de interação com o outro propriamente dita, mas pode-lhe ser dado também um uso organizacional. Aquando deste último, creio que tem uma conotação mais social da perspetiva de partilha de conteúdo com a sociedade no geral.

Apesar de tudo, acho, no fundo, que mesmo quando os media são social, nunca deixam de ter qb de me: há sempre um interesse pessoal e de promoção que antecede o interesse de interação com o público no geral.